3.12.09

O Cartaz

- Esta felicidade entristece-me como se fosse a minha própria desilusão.

Esta paragem, apresenta mais um cartaz de cinema novo, as pessoas, vão passando por ele, olham, ou não olham, dependendo da pressa que têm de viver a sua vida. Algumas, olham e páram, vêem, lêem, e se calhar pensando no bom ar do cartaz e naquela exageração de photoshop, irão provavelmente, influenciados pela publicidade, ver o filme. Outros, achando ridículo aquele arsenal emproado, não meterão concerteza os pés no cinema. O quotidiano citadino é assim; há quem passe e olhe, e há quem passe e não olhe. Há aqueles que aspiram sempre algo mais, e há os outros que se conformam. O equílibrio, está, penso eu, em não ser completamente inconformado nem conformado em demasia. O que é por si só muito dificil de se achar.
- No momento exacto, que me falta é ter uma caneta. Eu tenho a caneta, tenho o papel, mas não tenho a destreza da mão direita. Escrevo mentalmente palavras soltas dentro de mim mesma, mas nesse exacto momento o metro vem, e como se o espaço na minha caixa craniana fosse demasiado pequeno, apago tudo o que escrevi, como quem passa uma borracha por cima dum papel escrito a lápis, entro no metro e sigo com a minha viagem que me leva todos os dias ao mesmo sítio.

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