20.2.12

Palavras. Hey, como é que chegámos até aqui? Até este exacto momento. 
Como é que eu cheguei, aqui. Até este exacto momento, em que os documentos históricos e as compilações de teatro e os livros de cinema, estão há horas, dias, abertos nas mesmas páginas, lidos inúmeras vezes, sem no entanto terem sido entendidos uma única vez? Li o que escreveste, Panda, e entendo a revolta. Não estou na tua área, nem faço o que tu fazes, mas estou no terceiro ano de uma caminhada universitária que não tem sido fácil, e guess what, não vou ser médica after all, na verdade, ainda bem que não vou ser médica; nunca o quis ser. Mas o facto de eu não ir ser médica, ou advogada, ou engenheira é bastante ofensivo para algumas pessoas, para muitas pessoas na verdade. Muita gente se ri ao saberem o meu curso, já muita gente me disse, que eu sonho pequeno, que não vou ter trabalho, que este curso não é nada, que a arte está morta, que não dá dinheiro, que não interessa, que estar 3 anos na faculdade a estudar artes é tempo perdido, a minha avó já me disse que é um grande desgosto que ela tem. Well, I guess I will not accomplish the dreams of my gramma or any other person but, I'm sure I'll follow my own dreams and for me that's important. Because you see, is like scouting: you never know what is going to happen when you start your journey; you don't know if it's going to rain, if is cold, if is so hot you can't stand it, if some of your fellows will be sick or hurt or even you. Things can happen, you can fall of a hill, you can be really sick when you get home, your feet can be fucked up and so do you, but in the end there is no other joy, happiness or proud that can replace that; the feeling of getting there, to the last mile of the journey in the last step when you see all the smiling faces looking at you, believing you're the best because you made it. Then you arrive home and you sleep for days. But nobody can't take it from you; that feeling, that one feeling when you know the world is yours and so it is. Never stop believing in your dream, no matter what dream it is. You will not be a doctor, neither do I, and guess what? It doesn't matter! I'm proud of not being a doctor! Because in my mind I have art and you have the sea. So we love what we do and that's the important thing of all, which no doctor can take it from us. For the record, I'm proud of your little mussels and I don't care if they aren't dolphins, neither all the flowers are pink and that doesn't mean they aren't pretty. 

19.2.12

my wish  list




1. adop a Shar Pei




2. go to Scotland to see T. 




 3. dreaming about Europe while improving my culture




4. take some photos with a «Black Jack» Diana




Well, dreaming is okay isn't it?! 

14.2.12

«amai-vos porra!» é no que penso, que o mundo é ridículo porque não nos amamos, mas depois, penso, que não posso amar aqueles que não amo.  Devíamos amar-nos todos, porra! Mas amar-mo-nos todos é muito trabalhoso; amar, dá trabalho. Não basta gostar, eu sei que gosto de muitas coisas, gosto de muitas coisas: olho para elas, um objecto, um animal, um vestido, e sinto uma empatia com eles, mas amar, é pior, são-nos requeridos cuidados demasiado requintados, demasiado desgastantes e actos demasiado corajosos, amar poderá ser um grande acto de coragem. Amar dá trabalho, requer empenho, esforço. "empenhai-vos a amar-vos, porra!", podia ser. Mas empenhar-mo-nos numa obrigação de nos amar-mos é ridículo. Como as cartas de amor também eram. E para amar é preciso coragem. Eu, não me sinto na capacidade de amar muita gente,  não creio reunir todas as qualidades de amante, não sou empenhada em prol do amor, não o cuido. Sou assim, como sou, quem posso culpar? Embora esta minha fraca virtude, sinto-me na qualidade de desamar um imenso número de gente. Tenho restringido o número de pessoas a amar, e aumentado o numero de "desamentes", e cada vez mais; pessoas que porventura já amei, mas que já não amo, ou que nunca amei sequer, nem tenciono ama-las, pessoas que não amo, sabe-se lá porquê. Nem penso que amar muita gente chegue a fazer bem, gasta-se demasiado em amar-se muita gente. Na verdade, não creio que o desamor seja necessariamente mau: less is more. Talvez não nos possamos amar todos, porra. Mas podemos amar muito, muitos poucos. O «amor» será para sempre isto, isto, aquilo, será sempre «uma coisa», «esta», «aquela», não importa, nunca ninguém terá uma resposta, eu também não tenho. Less is more, e o amor é isto e nada mais. Resumem a minha linha de pensamento. O amor nunca é less, será sempre more, e isto que é nunca se explicará. «amai-vos porra!» também creio não ser possível, «desamai-vos porra!» também não porque a gente não ama a gente toda. É um labirinto; o amor, é isto e nada mais.