8.9.11
22.5.11
14.3.11
o mundo nas tuas mãos
22.2.11
9.2.11

6.2.11

3.2.11
19.1.11
19.12.10
18.12.10
O longe faz bem aos olhos
29.11.10

hoje até me apetecia apaixonar-me de novo, e comer chocolates, e ver filmes até o sol nascer, e falar com alguém ao telefone só porque conversar é bom, hoje até me apetecia estar aqui assim no sofá a ouvir o tiago bettencourt a cantar e a viver apenas ao som da música, só porque sim. hoje até me apetecia sorrir, sorrir muito, só porque sorrir é bom, e é bom estar aqui.
20.9.10
#111
sabes o coração apertadinho? o estômago na boca? as pulsações a mil? e as lágrimas quase a encherem os olhos? assim estou. Com as noites a depegarem-se dos pesadelos, com as insónias, com o corpo todo jogado para cima da cama às voltas e voltas e voltas e a vida toda dentro duma mala de viagem. Gostava muito de te levar comigo, gostava muito que coubesses na mala e estivesses junto a mim quando lá chegasse, gostava muito de te ter para te contar as aventuras, e para não me perder no meio das ruas desconhecidas. Gostava muito que a distância não fosse mais que um olhar e que o longe estivesse ao alcance dos meus prórpios passos. Gostava muito de te guardar, tal e qual e recordar-te para sempre. Gostava muito de não me esquecer de nada, e que me escrevesses uma carta, ou muitas cartas, a contar-me as novidades do teu país. Eu sei que as cartas já não se usam, mas eu gosto do cheiro acre do papel com tinta, e com os selos lá de longe. Gostava muito que as memórias do que passa não se dissipassem com o sol dos dias que se vive, e que tudo fosse clamo e enrriquecedor. Gostava não ficar doente e que não me doessem os ossos até à alma, e de não ter medo de voar como as gaivotas. Gostava de não sentir o peito pequenino, e de não ter a respiração quase presa e a cabeça a latejar. Gostava muito que me dissesses que vai tudo correr bem... Porque se calhar caiu-me a coragem para baixo da cama, e eu sempre tive medo de olhar para lá.
10.9.10
amoré

é certo que este está longe de ser o melhor sapato do mundo, não é ortopédico, não faz bem às costas, e rompe-se com alguma facilidade. Este não é um sapato que agrade a gregos e a troianos, e não calha bem a todo o indivíduo. Mas calha bem em qualquer situação; um passeio pela cidade, uma ida ao jardim, uma festa, uma saida à noite, um concerto, uma ida ao teatro, uma viagem, uma tarde no sofá... Porém apenas se o deve usar com gosto, com o gosto de quem quer de facto usa-lo porque o ama.
17.8.10
não há longe, nem distância.
Não tenho nenhuma palavra que valha a pena.
15.8.10
amor de dentro
Serei ROVER para sempre.
30.7.10
The Fucking End.
- Então, era o quê, que nós tínhamos combinado?
- Era a discussão do trabalho Professor.
- E era para hoje não era?
- Pois, eu estou à sua espera há 3 horas.
- Oh I. peço imensa desculpa, é que sabe, eu fui levar uma injecção e estou a ficar zonzo, e com este calor vai ser um perigo pegar no carro, já imaginou?
- Pois, eu compreendo. Mas então como é que fica a minha nota? É que eu vou-me embora dentro de dois dias.
- Oh I. não se preeocupe, não percisa discutir o trabalho eu já lhe dei uma nota no trabalho, é com essa que fica na cadeira.
- Ah sim? E que nota é?
- Olhe, então eu no trabalho dei-lhe dezasseis.
- (silêncio)
- Está ai I.?
- Desculpe, não percebi o que disse, deu-me que nota professor?
- Eu disse que lhe dei dezasseis.
- Dezasseis?! (boquiaberta)
- Sim, sim. Um dezasseis, ta a ver? Um 1 e um 6; dezasseis (16).
- (boquiaberta-sem-reacção) Um dezasseis no trabalho?
- Sim, mas fica com dezasseis na cadeira também, como nota final.
- (tentando recuperar do choque) Oh. Estou a ver, bem, hum, então obrigada Professor e as melhoras.
- Ora de nada I. fique bem, boas férias.
(ouve-se o impulso do outro lado da linha, I. mete o auscultador em baixo e olha para a senhora do departamento de Filosofia enquando esta acabava o seu iogurte e dava indicações a outro aluno, I. saltou uma vez, gesticulou, conteu a voz e disse em voz empolgadamente baixa)
- ele deu-me um 16! -
(A senhora do departamento de Filosofia sorriu) - Ahhh! vês, eu bem te disse que era melhor telefonares! Depois pagas-me um cafezinho! (risos)
- Até lhe ofereço o jantar na minha casa!
- Ora deixa lá, só quero um cafézinho, vai-te lá embora miúda, vá, boas férias, diverte-te!
I. saiu pela porta da faculdade com aquele tipo de sorriso de quem viu um pássaro azul, que sempre odiou ver nas caras dos mortais, mas sabia bem, foi o primeiro dezasseis académico, e um dezasseis académico faz-nos sentir uma espécie de deuses. Depois de muito café, muito puxão de cabelo, e muitas canetas a bater no chão, até sabe bem ouvir o nome Foucault e a História da Loucura.
Nove meses, dez cadeiras, uma cidade encantada.

